sexta-feira, 1 de maio de 2009

Respostas do questionário sobre cheques

01 – Cheque é um título de crédito literal e abstrato, constituindo-se em uma ordem de pagamento à vista, relativa a um contrato bancário, pelo qual se movimentam fundos disponíveis junto ao banco sacado.
R: VERDADEIRA. Literal por valer o que nele está escrito. Abstrato por ser desvinculado da causa que lhe deu origem.

02 – A assinatura do emitente somente pode ser lançada no cheque através do próprio punho ou de procurador constituído.
R: FALSA. A assinatura do emitente do cheque também pode ser emitida através de chancela mecânica ou processo equivalente.
Chancela mecânica, também denominada assinatura ou autenticação mecânica, deverá ser a reprodução exata de assinatura de próprio punho e descrição do cargo, resguardada por características técnicas obtidas por impressão de segurança ou por máquinas especialmente destinadas a esse fim, mediante processo de compressão.

03 – O cheque é emitido contra banco, ou instituição financeira que lhe seja equiparada, sob pena de não valer como cheque.
R: VERDADEIRA. A expressão “contra o banco” é exata, pois o valor expresso no cheque está guardado no banco.

04 – Cheque ao portador é o que circula por simples tradição manual e pertence de pleno direito a quem quer o apresente.
R: VERDADEIRA. Cheque ao portador é aquele que circula sem a indicação do beneficiado escrito nele. No Brasil, legalmente o cheque acima de R$ 100,00 não pode ser emitido ao portador.
A expressão “tradição manual” quer dizer que é a simples troca de mãos, o fato da entrega do cheque de uma pessoa para outra caracteriza a tradição manual.

05 – A estipulação de juros inserida no cheque é considerada legal, desde que realizada dentro das normas vigentes.
R: FALSA. A Lei n° 7.357, de 02/09/1985 (Lei do cheque) reza: “Art . 10 Considera-se não escrita a estipulação de juros inserida no cheque.”

06 – Quando indicada a quantia mais de uma vez por extenso, será considerada aquela indicada por algarismos.
R: FALSA. A Lei n° 7.357, de 02/09/1985 reza: “Art . 12 Feita a indicação da quantia em algarismos e por extenso, prevalece esta no caso de divergência. Indicada a quantia mais de uma vez, quer por extenso, quer por algarismos, prevalece, no caso de divergência, a indicação da menor quantia.”

07 – Endossatário é o emitente do cheque.
R: FALSA. Endossatário é aquele em favor do qual se faz o endosso.

08 – O pagamento do cheque pode ser garantido, no todo ou em parte, por aval prestado por terceiro.
R: VERDADEIRA. Estabelece o parágrafo único do art. 897 do Código Civil que “é vedado o aval parcial”, mas o art. 30 da LUG admite o aval parcial ou limitado. Por se tratar de regra prevista em lei especial, prevalece com relação ao Código Civil, de modo que é possível o aval parcial, tanto nas letras de câmbio e nas notas promissórias, quanto nas duplicatas e nos cheques.

09 – O banco é obrigado a checar a legitimidade dos endossos em um cheque.
R: FALSA. Cabe ao banco checar a legitimidade do último endosso somente.

10 – O banco não pode recusar o pagamento de um cheque se ele for apresentado antes da data indicada.
R: VERDADEIRA. Para o banco, o cheque é uma ordem de pagamento à vista. A questão do cheque “pré-datado” deve ser observado pelo emitente e pelo beneficiário.

sábado, 25 de abril de 2009

Questionário sobre cheques.

Depois de uma ausência de vários dias, motivada por uma viagem de motocicleta a Brasília onde fui encontrar amigos ex-funcionários do Banco do Brasil que exerceram o cargo de Implantador, retornamos. O que aconteceu durante a viagem pode ser lido no blog: www.alonemotoclube.blogspot.com.

São dez questões sobre cheques. Responda-as e aguarde gabarito para dentro de alguns dias, com comentários, quando for o caso. Você terá que dizer se a afirmação é FALSA ou VERDADEIRA.

01 – Cheque é um título de crédito literal e abstrato, constituindo-se em uma ordem de pagamento à vista, relativa a um contrato bancário, pelo qual se movimentam fundos disponíveis junto ao banco sacado.

02 – A assinatura do emitente somente pode ser lançada no cheque através do próprio punho ou de procurador constituído.

03 – O cheque é emitido contra banco, ou instituição financeira que lhe seja equiparada, sob pena de não valer como cheque.

04 – Cheque ao portador é o que circula por simples tradição manual e pertence de pleno direito a quem quer o apresente.

05 – A estipulação de juros inserida no cheque é considerada legal, desde que realizada dentro das normas vigentes.

06 – Quando indicada a quantia mais de uma vez por extenso, será considerada aquela indicada por algarismos.

07 – Endossatário é o emitente do cheque.

08 – O pagamento do cheque pode ser garantido, no todo ou em parte, por aval prestado por terceiro.

09 – O banco é obrigado a checar a legitimidade dos endossos em um cheque.

10 – O banco não pode recusar o pagamento de um cheque se ele for apresentado antes da data indicada.

domingo, 29 de março de 2009

MERCADO DE DERIVATIVOS

A palavra “derivativo” é utilizada para designar um ativo derivado do preço de outro ativo, considerado como um ativo de referência. Trocando em miúdos, um contrato de derivativo não apresenta valor próprio, deriva-se sempre do valor de um bem básico, como commodities, ações, etc.
Podemos então conceituar derivativo como um contrato ou título cujo valor de mercado e características de negociação estão vinculados ao preço de outro contrato ou título.
Quem são os envolvidos em uma transação com derivativos?
Um deles é a CORRETORA. É ela que na prática representa o cliente e atua em nome deste na Bolsa. É ela que executa as ordens do cliente, efetua o controle da conta do cliente junto à Bolsa e à Clearing House, ou seja, mantém registro das posições de cada cliente, coleta as garantias exigidas, recebe e paga perdas ou ganhos incorridos, controla as ordens executadas, liquida as operações e assessora o cliente em suas decisões.
Outro envolvido é o HEDGER, que atua no mercado buscando proteção diante dos riscos de flutuações dos diversos ativos e das taxas de juros. A proteção (hedge) pode ser de venda ou de compra. Uma proteção (hedge) de venda, por exemplo, pode ser feita por um produtor de milho, que colocará o produto à venda em dois meses; já um hedge de compra torna-se necessário quando uma empresa tem de adquirir determinado produto no futuro e deseja fixar um preço hoje.
O terceiro envolvido é o ESPECULADOR. Esse participante é o responsável pela liquidez nos diversos mercados em que decide operar, adquirindo o risco do hedger, motivado pela possibilidade de ganhos financeiros. Tem uma participação importante no mercado, chamando para si todo o risco da variação de preços. Pode ser pessoas físicas ou jurídicas.
Existe, ainda, um participante chamado ARBITRADOR, que procura tirar vantagens financeiras quando percebe que os preços em dois ou mais mercados apresentam-se distorcidos. Serve, portanto, como elemento regulador do mercado. O arbitrador colabora para uma eficiente formação do preço futuro, condição fundamental para o funcionamento do mercado.
Vamos dar um exemplo de hedge de compra.
Uma determinada empresa de fubá, que é fabricada utilizando o milho como matéria prima, teme que o preço do milho suba no mercado à vista futuramente, prejudicando o cumprimento de contratos já assumidos de entrega de fubá. Assim, ele “cria” um contrato garantindo que compra a saca de milho, daqui a 60 dias, por, digamos, R$ 20,00. O contrato, através de uma corretora, é apresentado na Bolsa procurando um interessado. O especulador compra. Dentro de 60 dias, se o preço deste milho estiver a R$ 18,00, a empresa (hedger) vai ao mercado e compra o milho por R$ 18,00, mas como tinha garantido R$ 20,00, repassa o valor de R$ 2,00 por saca para o especulador. Caso o milho suba para, por exemplo, R$ 22,00, a empresa (hedger) vai ao mercado e adquire o milho por este valor. Como tinha garantido o preço pelo valor de R$ 20,00, recebe R$ 2,00 por saca do especulador.
Este tipo de mercado está dividido em 4 mercados principais:
Mercado a Termo; Mercado Futuro; Mercado de Opções e Swaps.
Estes mercados serão comentados proximamente.
Até mais. Abraços a todos.

sábado, 14 de março de 2009

Entendendo Marcação a Mercado

Marcação a Mercado refere-se à avaliação e contabilização dos ativos que compõem o patrimônio de uma carteira de investimentos a valores de mercado, praticados no dia.
O conceito de marcação a mercado está associado ao princípio de que quem determina o preço de um ativo é o mercado no qual este ativo é negociado, ou seja, o preço deste ativo deve espelhar um preço capaz de lhe conferir liquidez. A marcação a mercado limita em parte a exposição do ativo financeiro ao risco de liquidez, pois os títulos encarteirados estarão refletindo os preços praticados no mercado específico, reduzindo o impacto de sua volatilidade.
A autoridade monetária exigiu a implantação de mecanismos de marcação a mercado, diante da necessidade de se conhecer e medir o risco de preço dos títulos e/ou instrumentos financeiros comprados, exigindo, com isso, que o resultado financeiro, decorrente da volatilidade sofrida pelos ativos em determinado período, seja considerado no exercício fiscal, preservando a capacidade de pagamento de seus tomadores.
Glossário:
Volátil: Característica do que é inconstante, que pode evaporar-se, do que muda de estado com muita facilidade. Quanto maior a volatilidade, maior o risco.

sexta-feira, 13 de março de 2009

DTVM's já podem operar na Bolsa

O Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiram, na segunda-feira (2), autorizar as distribuidoras de títulos e valores mobiliários (DTVM's) a operar diretamente nos ambientes de bolsas de valores, informou nesta terça-feira (3) o Banco Central. Até o momento, somente as corretoras podiam atuar nas bolsas de valores.
O BC informou que a decisão conjunta decorre do processo de "desmutualização" da Bolsa de Valores de São Paulo, processo pelo qual as corretoras deixam de estar ligadas a um título patrimonial adquirido para fazer parte do sistema. Deste modo, as corretoras passarão a utilizar os serviços da Bovespa, assim como as DTVM.
"Tal medida decorre do fato de que, em razão do processo de desmutualização, o acesso aos ambientes e sistemas de negociação das bolsas foi desvinculado da propriedade de títulos representativos do patrimônio ou capital da entidade, passando as sociedades distribuidoras a ter condições de exercerem as mesmas atividades das sociedades corretoras, que possuíam anteriormente exclusividade operacional para atuarem nesses ambientes", explicou o BC em nota à imprensa.
A medida beneficia as DTVM's, que não terão mais de operar via corretoras, e poderão acessar diretamente o sistema da Bovespa. Somente a BB DTVM, por exemplo, do Banco do Brasil, administra R$ 254 bilhões em ativos de terceiros (posição de janeiro). Também tende a gerar mais concorrência no segmento de intermediação financeira.

domingo, 8 de março de 2009

Financiamentos a Importação e Exportação

Importação
Linhas de crédito captadas no exterior para financiamento aos importadores por um prazo negociado com o banco. Podem ser obtidas pelo importador com o banqueiro no exterior ou com o banco brasileiro.

Exportação
Linhas de crédito que podem ser com recursos do BNDES, dos bancos nacionais e do Tesouro Nacional, já que é de interesse do país que ocorra a exportação para que ocorra a entrada de divisas no país.
Entre as linhas de financiamento, citamos:

ACC – Adiantamento sobre contrato de câmbio
Forma de antecipação de receita para exportadores que já tenha fechado o contrato de venda e que, portanto, já tenham uma data prevista para o embarque das mercadorias e posterior ingresso das divisas.
O contrato de câmbio será negociado com um banco local, que adianta ao exportador os reais equivalentes ao valor da exportação.
O contrato de câmbio pode ser encerrado, também, sem liquidação financeira. É quando o ACC vira um ACE.

ACE – Adiantamento sobre cambiais entregues
Com o embarque das mercadorias e a entrega dos documentos, o ACC poderá ser contabilmente ser transformado em ACE ou, no caso do exportador não ter feito ACC, o ACE pode ser solicitado em até 60 dias após o embarque.
ACE é, portanto, um financiamento após o embarque das mercadorias com a entrega de documentos e depende da necessidade do exportador em estender o prazo de pagamento para seus compradores (importadores).

ACCI – Adiantamento contrato de câmbio insumos
Conhecido como exportação indireta. Tem a função de conceder recursos aos fornecedores de insumos que integrem o processo produtivo, montagem e embalagem de mercadorias para exportação.

FINAMEX
Financiamento exclusivo por agentes credenciados pelo BNDES. Para estimular a indústria brasileira a exportar máquinas e equipamento novos fabricados no país, tornando o preço competitivo com o mercado internacional.
Existe o Finamex pré-embarque, que financia a produção de máquinas e equipamentos a serem exportados, e o Finamex pós-embarque, que financia a comercialização, no exterior, destas mesmas máquinas e equipamentos, refinanciando o exportador, mediante desconto de títulos ou cessão de direitos de carta de crédito.

PROEX
Com recursos do Tesouro Nacional ou de bancos nacionais, objetiva financiar as exportações brasileiras, tanto manufaturadas quanto serviços.
Financiamento que pode ter prazo até 10 anos.

Sobre o COPOM (Comitê de Política Monetária)

O COPOM foi instituído em 20 de junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juros. A criação do Comitê buscou proporcionar maior transparência e ritual adequado ao processo decisório, a exemplo do que já era adotado pelo Federal Open Market Committee do Banco Central dos EUA e pelo Central Bank Council do Banco Central da Alemanha.
Desde 1996, o Regulamento do COPOM sofreu uma série de alterações no que se refere ao seu objetivo, periodicidade das reuniões, composição, e atribuições e competências de seus integrantes. Destaca-se a adoção, pelo Decreto no 3.088 em 21 de junho de 1999, da sistemática de "metas para a inflação" como diretriz de política monetária. Desde então, as decisões do COPOM passaram a ter como objetivo cumprir as metas para a inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional. Segundo o mesmo Decreto, se as metas não forem atingidas, cabe ao Presidente do Banco Central divulgar, em carta aberta ao Ministro da Fazenda, os motivos do descumprimento, bem como as providências e prazo para o retorno da taxa de inflação aos limites estabelecidos.
Formalmente, os objetivos do COPOM são "estabelecer diretrizes de política monetária, definir a meta da taxa SELIC e seu eventual viés, e analisar o Relatório de Inflação". A taxa de juros fixada na reunião do COPOM é a meta para a taxa SELIC (taxa média dos financiamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia), a qual vigora por todo o período entre reuniões ordinárias do Comitê. O número de reuniões ordinárias por ano é de 8 (oito).
O COPOM também pode definir o viés, que é a prerrogativa dada ao Presidente do Banco Central para alterar a meta para a taxa SELIC a qualquer momento entre as reuniões ordinárias. São três as possibilidades: viés de alta, viés de baixa e viés neutro (ou sem viés). Ou seja, se o COPOM definir viés de alta, o Presidente do Bacen estará autorizado a aumentar a meta da taxa SELIC antes da próxima reunião do COPOM; se o Comitê definir viés de baixa, o Presidente do Bacen estará autorizado a baixá-la. Sendo definido viés neutro ou sem viés, não há autorização alguma e a taxa estabelecida vigorará até a próxima reunião do COPOM.
As atas em português das reuniões do Copom são divulgadas às 8h30 da quinta-feira da semana posterior a cada reunião, dentro do prazo regulamentar de seis dias úteis, sendo publicadas na página do Banco Central na internet ("Notas da Reunião do Copom") e para a imprensa. A versão em inglês é divulgada com uma pequena defasagem de cerca de 24 horas.
Ao final de cada trimestre civil (março, junho, setembro e dezembro), o Copom publica, em português e em inglês, o documento "Relatório de Inflação", que analisa detalhadamente a conjuntura econômica e financeira do País, bem como apresenta suas projeções para a taxa de inflação.
Datas das reuniões do COPOM para o ano de 2009:
- 20 e 21 de janeiro;
- 10 e 11 de março;
- 28 e 29 de abril;
- 09 e 10 de junho;
- 21 e 22 de julho;
- 1° e 02 de setembro;
- 20 e 21 de outubro;
- 08 e 09 de dezembro.

As reuniões ordinárias são realizadas em duas sessões, a primeira, às terças-feiras, reservada às apresentações técnicas de conjuntura, e a segunda, às quartas-feiras, para decisões das diretrizes de política monetária.
A divulgação das decisões do Copom será feita na data da segunda sessão da reunião ordinária, após as 18:00.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Marketing

MARKETING


“Marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros.” (KOTLER)

“Marketing é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado.” ( AMA - American Marketing Association)

Os dois conceitos mostram que o processo de marketing envolve a criação, a oferta, a livre negociação e a entrega de valor para o cliente.
E o que é valor?
Valor para o cliente é a diferença por ele percebida entre os benefícios obtidos com a troca e os custos envolvidos nesse processo. Os benefícios se classificam em funcionais (concernentes à função desempenhada pelo bem adquirido) e emocionais (relativos aos efeitos psicológicos que o bem causa em quem o está adquirindo). Os custos para o cliente não se referem somente ao aspecto financeiro, mas incluem também o dispêndio de tempo, de energia e o desgaste psicológico decorrente da aquisição do bem (estresse resultante de uma compra malfeita, percepção de risco etc.).

MARKETING – Venda e propaganda?
Muitas pessoas confundem marketing com vendas e/ou propaganda. No entanto, a venda consiste apenas no fechamento da livre negociação mencionada no conceito de Kotler, sendo, portanto, uma das atividades de marketing.
As demais atividades auxiliam a concretização de uma boa venda. Da mesma forma, a propaganda é um importante item do processo de marketing, o qual vai muito além das ações relacionadas com essa ferramenta.

Marketing é, principalmente, satisfazer as necessidades do cliente.
Tornar a venda supérflua – conhecer e compreender o cliente tão bem que o produto ou serviço sirva e venda por si próprio.

MIX DE MARKETING OU COMPOSTO MERCADOLÓGICO – conjunto de ferramentas que trabalham juntas para atingir o mercado. – 4 Ps.
Produto – combinação de bens e serviços oferecidos ao mercado alvo.
Preço – quanto os clientes devem pagar pelo produto.
Praça – onde está disponível o produto/serviço.
Promoção – comunicação. Persuasão aos consumidores-alvos a adquirir o produto/serviço.

Conceitos Centrais de Marketing
• Necessidade humana: estado em que se percebe alguma privação.
• Desejo humano: necessidades humanas moldadas pela cultura e pelas características individuais.
• Demanda: as pessoas têm desejos quase infinitos, mas recursos limitados. Esses desejos, quando viabilizados pelo poder de compra, tornam-se demanda.
• Produto: é qualquer coisa que possa ser oferecida a um mercado para satisfazer uma necessidade ou desejo.
• Troca: é o ato de se obter um objeto desejado, oferecendo algo em retorno.
• Transação: consiste na troca de valores entre duas partes. Existem transações monetárias, de bens e de serviços.
• Mercado: é o grupo de compradores reais e potenciais de um produto

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Quer aplicar em CDB ou RDB?

Tanto o Certificado de Depósito Bancário-CDB quanto o Recibo de Depósito Bancário-RDB se caracterizam como os principais títulos emitidos por Bancos Múltiplos, Comerciais, de Investimento e Caixas Econômicas, que tem por objetivo captar recursos dos investidores (pessoas físicas e jurídicas não financeiras) através da rede de agências. Entre outras coisas, essas aplicações permitem que as instituições financeiras obtenham dinheiro para emprestarem às empresas que necessitem de numerário para financiar operações e negócios.
Os recursos captados através desses instrumentos são usados para as carteiras de empréstimos. O objetivo do banco é ter recursos para financiamento do capital de giro e capital fixo das empresas.
Os CDB consistem em um depósito a prazo predeterminado e rentabilidade pré ou pós-fixada. Isto determina dois tipos, portanto de CDB. Os pré-fixados têm a sua rentabilidade expressas unicamente nas taxas de juros, sempre referidas ao ano. Os títulos pós-fixados tem sua rentabilidade fixada por um indexador como TR, TBF, CDI, Selic, etc.
CARACTERÍSTICAS:
 O CDB e o RDB têm mecanismos idênticos.
 O CDB pode ser escritural ou físico.
 O RDB somente pode ser recibo.
 O CDB pode ser transferido e negociado no mercado secundário.
 O RDB é intransferível, por isso não pode ser negociado.
RENDIMENTO – o rendimento é obtido pela taxa de juros ou pela taxa de juros mais a variação de um indexador. Varia conforme a necessidade de captação de cada banco.
GARANTIAS – São garantidos pela instituição financeira. O controle do sistema CETIP assegura que o CDB não é falso.
PRAZOS MÍNIMOS:
Pré-fixados: não há;
Pós-fixados:
TR/TJLP – 1 mês;
TBF – 2 meses;
Flutuantes:
CDI/Taxa Média Selic: não exigido;
Índice de Preços: 1 ano.
(Circular Bacen 2.905)
LIQUIDEZ – o CDB tem maior liquidez que o RDB, por poder ser liquidado antes da data do vencimento e o RDB somente pode ser liquidado no dia do resgate. Caso ocorra negociação entre as partes, o RDB, excepcionalmente, pode ser liquidado antes, mas o aplicador resgata somente o capital.
IOF: Tabela decrescente praticada pelo mercado. Há incidência sobre o valor dos rendimentos, quando a aplicação for efetuada por prazo inferior a 30 dias.
O Imposto de Renda incide sobre o rendimento bruto, no momento do resgate. As alíquotas do IR são regressivas, de acordo com o tempo em que o valor ficar investido:
• até 6 meses, a alíquota é de 22,50%;
• de 6 meses a 1 ano, a alíquota é de 20%;
• de 1 a 2 anos, a alíquota é de 17,50%;
• acima de 2 anos, a alíquota é de 15%.

Termos mais usados no mercado financeiro

Apresento um glossário de termos mais utilizados no mercado econômico e bancário. Estes termos são utilizados nas minhas aulas de Conhecimentos Bancários. Evidente que não contempla todos os termos. Incluirei alguns mais conforme for necessário.

Ágio - Diferença entre o que vale e o que se paga por determinado bem ou produto. Se essa diferença for positiva existe ágio, se for negativa, deságio.

Alavancagem - Relação entre o capital de uma empresa e a quantia que ela toma emprestado no mercado. Quanto mais alavancada, mais endividada está a empresa e, portanto, há mais risco de ter problemas financeiros.

Ativos - Bens, créditos ou valores que formam o patrimônio de uma empresa. Os três principais tipos de ativos são: o circulante, o fixo e o financeiro. O ativo circulante é o dinheiro que a companhia tem em caixa, ou qualquer outra coisa que possa ser transformada em dinheiro vivo imediatamente. O ativo fixo é tudo o que a empresa não tem intenção de vender no curto prazo, como prédios, móveis, máquinas e equipamentos. Ativo financeiro são as aplicações feitas no mercado financeiro. Aí entram títulos de renda fixa públicos e privados, caderneta de poupança, ações, ouro, moedas estrangeiras, entre outros.

Base Monetária - É o total de moeda do País. Inclui, além das cédulas e moedas em circulação, os depósitos a vista e a prazo, títulos, poupança, entre outros.

Benchmark - Do inglês, ponto de referência ou termo de comparação. É o indicador usado para comparar a rentabilidade entre investimentos, produtos, serviços e taxas.

Capital - É o dinheiro investido em atividades em que existe possibilidade de perdas. Normalmente estes investimentos são feitos por empresas ou instituições privadas. As empresas de capital aberto são aquelas sociedades anônimas autorizadas a vender ações nas bolsas de valores.

Commodity - Termo usado em transações comerciais internacionais para designar um tipo de mercadoria em estado bruto ou com um grau muito pequeno de industrialização. As principais commodities são produtos agrícolas (como café, soja e açúcar) ou minérios (cobre, aço e ouro, entre outros).

Day-trade - Operação em que uma corretora compra e venda determinado ativo (ouro, por exemplo) em mesma quantidade e no mesmo dia. O objetivo é obter ganhos, já que não há alteração na posição de investimento da corretora.

Dealer - Instituições financeiras autorizadas pelo BC a participar de leilões informais de câmbio e títulos públicos. São escolhidos entre os bancos mais ativos no mercado e têm a responsabilidade de informar os demais bancos sobre o leilão, sob pena de descredenciamento.

Hedge - Em inglês significa resguardar-se, safar-se. No mercado financeiro o termo define a operação de venda de contratos na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) como soja, café, ouro, dólar e até juros. Como é difícil saber o comportamento do preço dos produtos agrícolas no futuro, por exemplo, os produtores costumam fechar contratos com preços pré-definidos. Assim, se lá na frente o preço da saca de café ou soja estiver abaixo daquele acertado na data do fechamento do contrato, garantem um lucro mínimo ao invés de registrarem perdas. Esta lógica é a mesma para negócios feitos com o dólar ou juros ou demais tipos de ativos negociados na BM&F.

Home broker - Serviço eletrônico oferecido por algumas corretoras e que permite comprar e vender ações ou fazer outras aplicações pela Internet.

Ibovespa - Índice que mostra a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. É o mais usado porque reflete o resultado do pregão.

Inadimplência - Situação em que uma pessoa ou empresa deixa de cumprir um contrato, particularmente no que se refere a prazos de pagamentos.

IPO (Inicial Public Offering) - Em português, Oferta Pública Inicial. É a etapa inicial antes de uma empresa vender ações.

Mercado de balcão - É o onde são negociadas ações de empresas que não têm autorização para operar na Bolsa de Valores. As operações de compra e venda são, então, fechadas por telefone ou por um sistema eletrônico de negociação.

Mercado de capitais - Rede formada pelas Bolsas de Valores e instituições financeiras (bancos, corretoras e seguradoras) que negociam papéis (ações e títulos) a longo prazo. Sua função é direcionar recursos para financiamentos ao comércio, indústria e até para o governo. Está, portanto, relacionado ao crescimento econômico do País.

Mercado Financeiro - Setor da economia responsável pela captação de recursos entre investidores para financiar atividades produtivas ou simplesmente gerar lucros para quem empresta dinheiro. Tanto o governo quanto as instituições privadas podem fazer a captação. Mas, em geral, ela acontece nas diversas bolsas de valores, corretoras, bancos e seguradoras. O gerenciamento dessa prática é regulado pelo governo dos países por meio de uma rede de instituições, em que se destaca o banco central. É dele que partem as regras de política monetária, que define a taxa de juros a ser paga a quem empresta dinheiro, e de política cambial, que fixa as regras para estabelecer a cotação da moeda local em relação às demais, em particular o dólar.

Mercado monetário - Conjunto formado por bancos comerciais e empresas financeiras de crédito que também participam do mercado de capitais. A diferença é que operam no curto ou curtíssimo prazo.

Passivos - Conjunto das dívidas e obrigações de uma empresa. É o oposto do ativo.

Patrimônio - Conjunto dos bens de uma pessoa ou empresa administrados de forma a dar lucro ou gerar renda. No caso de uma empresa, o patrimônio é a diferença entre o que a companhia tem (ativo) e suas dívidas (passivo). Se o resultado é positivo, obtém-se o patrimônio líquido. Se for negativo, o passivo líquido.

Penhor - Entrega de bens móveis (jóias, por exemplo) a um credor como garantia de pagamento da dívida. Em casos de o devedor não quitar seus débitos na data prevista, o credor toma posse do bem penhorado.

Pregão - Sessão em que se efetuam negócios em uma Bolsa de Valores. Funciona da seguinte maneira: os operadores das diversas corretoras anunciam em voz alta quais são as ações que eles querem comprar ou vender, e a que preço. Os negócios são fechados assim, aos gritos na sala do pregão, e formalizados no final do dia.

Previdência privada - Sistema de pensão administrado por instituições financeiras e que tem como finalidade complementar a aposentadoria paga pela previdência pública oficial.

Renda fixa - São títulos cujo rendimento está previamente definido. Esse rendimento pode ser pré-fixado ou pós-fixado. Entre os investimentos de renda fixa estão os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), cadernetas de poupança e a maioria dos títulos públicos.

Risco - Possibilidade de um investidor ganhar ou perder dinheiro. Para compensá-la, pagam-se juros com o objetivo de oferecer lucros. Quanto maior o risco, maior a rentabilidade. O investidor somente deve aplicar seu dinheiro num investimento quando conseguir entender o nível de risco que está assumindo. No cenário internacional, avalia-se também a chance de um país mudar sua política a ponto de interferir nos pagamentos a credores estrangeiros. Este risco está embutido na taxa de juros cobrada por empréstimos estrangeiros.

Selic - Sigla de Sistema Especial de Liquidação e Custódia. É um sistema computadorizado do Banco Central onde são registradas todas as operações de débitos e créditos feitas apenas entre bancos e demais instituições financeiras credenciadas. Seu funcionamento é parecido com o sistema de compensação de cheques só que para títulos públicos. É por meio dessas trocas que o governo consegue dinheiro emprestado dos bancos. Pelo Selic, portanto, é possível calcular a média dos juros que o governo paga aos bancos que lhe emprestam dinheiro. Essa média, que é a Taxa Over-Selic, serve de referência para o cálculo de todas as outras taxas de juros do País. Por isso ela é também chamada de taxa de juro básico.

Spread- diferença entre a taxa de empréstimo cobrada pelos bancos dos tomadores de crédito e a taxa de captação paga aos clientes. Taxa cobrada em empréstimos ou financiamentos internacionais. Varia de acordo com a avaliação de risco da operação.

Títulos Públicos (ou títulos da dívida pública) - Emitidos pelo Banco Central e pelo Tesouro Nacional, são papéis vendidos no mercado para captar recursos financeiros e financiar a dívida pública federal, estadual e municipal. Em troca, pagam taxas de remuneração.

TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) - É a taxa usada para corrigir empréstimos feitos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por empresas com projetos industriais.

TR (Taxa Referencial de Juros) - É aquela que serve de referência nas transações financeiras realizadas no país. É calculada pelo Banco Central baseado em juros pagos pelos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) das trinta maiores instituições financeiras.

Volatilidade - É a intensidade e freqüência de variação de preços de um ativo financeiro ou de índices de uma Bolsa de Valores.